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Artigo Comentado - Agosto/2014

SEPSE EM PACIENTES COM TRAUMATISMO CRANIENCEFÁLICO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: FATORES RELACIONADOS À MAIOR MORTALIDADE

Autores: Luis Carlos Maia Cardozo Júnior, Redson Ruy da Silva

 

OBJETIVO: Pacientes com traumatismo craniencefálico são particularmente suscetíveis a sepse, a qual pode exacerbar a resposta inflamatória sistêmica e levar à disfunção orgânica. Investigou-se a influência de variáveis clínicas sobre a mortalidade de pacientes com traumatismo craniencefálico e sepse em unidade de terapia intensiva.

MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo envolvendo 175 pacientes com traumatismo craniencefálico atendidos durante 1 ano em um hospital de referência em trauma, que apresentaram sepse, sepse grave ou choque séptico. Foram obtidos dados demográficos e clínicos e foi aferida a pontuação no escore SOFA no momento da identificação da sepse e após 72 horas.

RESULTADOS: Observou-se predomínio de homens jovens, com traumatismo craniencefálico grave, múltiplas lesões cranianas, sepse de foco pulmonar, tempo de internação prolongado e alta mortalidade (37,7%). Falência respiratória e circulatória tiveram alta incidência, já falência renal e da coagulação foram menos frequentes e não se registrou falência hepática. Após a regressão logística, a presença de choque séptico e falência respiratória após 72 horas da identificação da sepse foram associados à maior mortalidade, com odds ratio de 7,56 (IC95%=2,04-27,31; p=0,0024) e 6,62 (IC95%=1,93-22,78; p=0,0027), respectivamente. Ainda, houve maior mortalidade nos pacientes que não possuíam falência orgânica em D1, mas que desenvolveram após 72 horas do diagnóstico de sepse e naqueles que já tinham falência orgânica no momento do diagnóstico da sepse e permaneceram assim após 72 horas.

CONCLUSÃO: Choque séptico e disfunção orgânica progressiva (particularmente a respiratória) aumentaram a mortalidade de pacientes com traumatismo craniencefálico e sepse.

Palavras-chave: Sepse; Traumatismos craniocerebrais; Síndrome do desconforto respiratório do adulto; Insuficiência de múltiplos órgãos; Choque séptico; Unidades de terapia intensiva.

Dados da Publicação: 2014;26(2):148-154

Para ler o artigo na íntegra, acesse http://www.rbti.org.br/artigo/detalhes/0103507X-26-2-11